Eleições em BH: Paiva propõe reduzir de 14 para 10 as secretarias da prefeitura



Candidato do Partido Novo também quer diminuir verbas de gabinete, cargos comissionados e não descarta privatizar entidades da administração municipal

Rodrigo Paiva (Novo) quer recriar a secretaria de governo, extinta em 2018, para, segundo ele, recuperar a articulação política da prefeitura |
Foto: Uarlen Valério
Por SÁVIO GABRIEL
02/10/20 - 19h00
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Em uma eventual gestão do Partido Novo à frente da Prefeitura de Belo Horizonte, a estrutura administrativa deverá ser modificada já no primeiro ano de gestão. É o que defende o nome da sigla na disputa, Rodrigo Paiva. Entre as principais mudanças, está a redução na quantidade de secretarias, que passariam das atuais 14 para 10, redução de verbas de gabinete e de comissionados. Além disso, Paiva também não descarta a privatização de algumas entidades ligadas à administração municipal, como BHTrans, Prodabel, Sudecap, Urbel e Belotur.

No caso da redução de secretarias, o candidato afirma que ainda há estudos para consolidar o formato, mas adianta que a ideia é unir algumas pastas. Um dos exemplos é a atual secretaria de educação, que numa eventual gestão de Paiva seria unificada a de esportes. “Queremos unir as duas porque entendemos que o esporte tem tudo a ver com educação. Ou seja, a ideia é ter num turno a educação formal e no contraturno o esporte”, destaca. Outro caso é o da secretaria de cultura, que, pela proposta, passaria a ser responsável também pelos setores de turismo e de lazer da capital.

Além disso, Paiva pretende recriar a secretaria de governo, extinta por Alexandre Kalil (PSD) em 2018. A ideia, nesse caso, é recuperar a interlocução política do Executivo com a Câmara Municipal. “A prefeitura hoje não tem diálogo nenhum com as entidades de classe, com o comércio, e a gente entende que esse diálogo é muito importante. Por isso que a gente acha que ter uma pessoa que entenda desse relacionamento com a própria Câmara de Vereadores e com a sociedade seja muito importante”, justifica.

Nesse cenário, cortes de cargos comissionados também já são certos em uma eventual gestão de Paiva à frente da PBH. O número, no entanto, só poderá ser dimensionado após estudos e depois que ele tiver acesso a informações da atual administração. Ele também pretende reduzir as verbas de gabinete, mas ainda não chegou a um percentual.

Sobre as entidades da administração municipal, o candidato do Partido Novo não descarta a possibilidade de privatizá-las. “A prefeitura vai concentrar em saúde, educação, segurança e infraestrutura. Fazendo isso muito bem e deixando o restante para a iniciativa privada”, diz, ressaltando, no entanto, que a privatização é uma das alternativas. “Pode ser que a gente privatize, pode ser que vire autarquia ou que entre para a estrutura da própria secretaria”.

O candidato deu como exemplo o Mercado Central. “O mercado é privado. Foi privatizado em 1963, e é o terceiro melhor do mundo. Funciona e é privado, é isso que queremos fazer”, explica. O antigo Mercado Municipal, que funcionou até 1964, teve o terreno vendido pela gestão e os comerciantes da época criaram uma cooperativa e adquiriram o imóvel da prefeitura.

A ideia é que as mudanças administrativas, a exemplo da redução de secretarias, cargos e verbas de gabinete sejam enviadas para a Câmara já em 2021. Com relação ao novo formato das entidades da administração, o candidato do Novo ressalta que será necessário mais um tempo até que os estudos estejam concluídos.

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